terça-feira, 9 de junho de 2026

AMIZADE

 Soneto

Imagem elaborada com auxílio de Inteligência Artificial 



AMIZADE
José Neres

O cachorro sentia o odor do dono
Que para casa jamais voltaria
E ali enfrentava fome, frio e sono
Nas frestas do relento se escondia.

Sofria as mil dores de um abandono
Involuntário que tanto lhe doía 
Fosse inverno, primavera ou outono
Só de saudade o peito lhe tinia.

A fria lousa tornou-se seu trono
Perto daquela cruz ele latia
Convertendo lágrimas em carbono.

Eu vejo tudo isso e me impressiono…
Com aquela canina sinfonia
A clamar pelo falecido dono.

São Luís, 09.06.2026.

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