domingo, 1 de novembro de 2026

QUINHENTISMO

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Imagem elaborada com auxílio de Inteligência Artificial 


HISTÓRIA DA LITERATURA BRASILEIRA

Q U I N H E N T I S M O

José Neres 



O ano era mil e quinhentos
Da era de Nosso Senhor
Quando uns homens briguentos,
Mas com mil juras de amor,
Aportaram, sonolentos,
Após dias de terror.

Foi Pero Vaz de Caminha,
O Escriba da expedição,
Que lavrou numa cartinha 
As notícias da missão 
Ao rei disse da terrinha 
De tão grande dimensão. 

Essa Carta principia
A bela literatura 
De um Brasil que já nascia
Com uma grande estatura,
Que logo se tornaria
Belo foco de cultura.

Quinhentismo brasileiro 
É um nome que se dá 
A esse momento primeiro 
Que nós iremos estudar.
O documento pioneiro
Vem em forma epistolar.

Foi buscando informação 
Sobre a terra descoberta 
Que se inicia a lição 
Pois uma coisa era certa:
Explorar a região 
Foi decisão correta.

E gente do mundo inteiro 
Veio o Brasil visitar.
Não era só por dinheiro,
Mas também para estudar 
Tanto costume verdadeiro
De um povo singular.

Gândavo, Hans, Gabriel
Souza, também Antonil
Colocaram no papel
Mil coisas sobre o Brasil:
Leitura quase fiel 
Dum céu todo azul-anil.

E, tentando a catequese 
Da população gentio,
Portugal defendeu a tese
De que um local tão bravio
Precisa de alguém que reze
Dentro e fora do navio.

Chegaram os jesuítas 
À terrinha descoberta.
Eram bem mais que visitas
Eram esperança certa:
Evitar males parasitas
E criar almas libertas.

Chegaram o Manuel
Da Nóbrega e o Dom José 
De Anchieta com o véu 
De padres de muita fé 
E executam o papel 
Da Sagrada Santa Sé.

Os povos originais 
Foram aculturados.
Eles eram muito mais
Até serem dizimados
Por homens que eram iguais 
A demônios libertados.

Nosso Quinhentismo então 
Não traz muitas novidades
Tem tempo da informação 
Tem tempo das santidades.
E tempo de transição 
Pra novas realidades.

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