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| Imagem elaborada com auxílio de Inteligência Artificial |
ORGULHO E PRECONCEITO
José Neres
I
Aquele orgulho que você trazia
Estampado em seu olhar e no peito
Hoje já se perdeu na ventania
Tornou-se rio de tórrido leito.
Da vida só levamos a alegria…
E você em nada jamais foi perfeito
Usava da galhofa e da ironia
Humilhava quem tinha algum defeito.
Falava que de ninguém dependia
Que tinha sido até grande prefeito
Mas no bolso do povo a mão metia…
Agora, vivendo em plena agonia,
Percebe que nada mais tem jeito
Já não verá novo nascer de dia…
II
Morreu sem saber que cor não se pega
E nem que todos nós somos iguais…
Quando às coisa do mundo alguém se apega,
Mal deixa de si alguns tristes sinais.
Ao pensar que só sua vida agrega
E que os outros são meros animais
Afirmamos tudo que não se nega:
Nosso vil preconceito tão loquaz.
Preconceito é um diabo que nos cega
E que sempre nos leva para trás
É gosma de quiabo que escorrega
É bem triste playground de Satanás
É tal louco inferno que se encarrega
De mostrar que somos meros mortais
São Luís, 07 de julho de 2026.

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