sábado, 15 de agosto de 2026

SONETO: DEPOIS

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Imagem elaborada com auxílio de Inteligência Artificial 



DEPOIS…
(José Neres)

Depois da morte, que resta de nós?
Um silêncio, um vazio, um clima tenso?
Talvez um eco oco de nossa voz 
Ou marca de lágrima em algum lenço?

Só sei que o tempo é vento veloz
A apagar da vida o soprar intenso
A transformar o medo mais atroz
Em fumaça de perfumado incenso.

Então, se nada sabemos do Após,
Para que viver em falta de senso?
Para que essa fala em casca de noz?

Pois nós, na soma deste mundo imenso,
Somos poeiras, refugos e pós 
Sem tanto valor no Eterno Censo…

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