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domingo, 21 de agosto de 2011
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
UMA RESENHA DE FLAVIANO

Flaviano e Mariane estão lutando para divulgar as letras maranhenses. No blog www.maranharte.blogspot.com, eles vão tecendo palavras e cumprindo com um papel que seria de todos os que gostam do Maranhão, mas que, infelizmente, poucos levam a sério.
No espaço abaixo, reproduzo uma resenha de Flaviano a respeito de meu mais recente livro, Montello: O Benjamim da Academia. Agradeço a ele e, mesmo sem permissão transcrevo aqui o trabalho
RESENHA
Flaviano Menezes
Graduando do curso de Filosofia (UFMA)
O livro Montello: O Benjamim da Academia, de José Neres (professor de Literatura da UFMA e autor de Os epigramas de Artur, em parceria com o professor Dino Cavalcante, de 2000; Estratégias para matar um leitor em formação (2005); 50 pequenas traições (2007), dentre outros) é a princípio dirigido ao público que gosta de literatura e principalmente deseja saber como um escritor consegue a “imortalidade” da Academia Brasileira de Letras. Nesse caso, seguiremos os últimos passos percorridos pelo maranhense Josué Montello até ingressar na tão almejada Casa de Machado de Assis.
José Neres não se apresenta como um pesquisador que se preocupa em parecer “sofisticado”, procurando sempre um termo pomposo para aparentar ser mais acadêmico, algo que acontece em demasia em nossas atuais, eruditas e entediantes obras bibliográficas. A análise sobre como o autor de Os tambores de São Luis conseguiu em 1954 a cadeira que outrora pertenceu ao também maranhense Artur Azevedo é menos acadêmica do que outras obras desse gênero e talvez por isso torna-se uma vantagem lê-la, isso porque, a finalidade da obra parte exatamente da preocupação de um pesquisador em apresentar os fatos, sendo ele próprio um observador, com notas necessários, mas sem aqueles dispensáveis comentários tendenciosos.
Josué Montello nasceu em São Luís, em 21 de agosto de 1917. Estudou na escola Modelo Benedito Leite, onde fez o curso primário, e posteriormente no Liceu Maranhense. Ainda no Liceu dirigiu A Mocidade, onde publicou seus primeiros trabalhos literários. Ingressa na Sociedade Literária Cenáculo Graça Aranha e começa a colaborar nos principais jornais da cidade (Folha do Povo e O Imparcial). Ao mudar-se para Belém do Pará, consegui publicar seu livro de estréia e aos dezoito anos torna-se membro do Instituto Histórico e Geográfico do Pará. Muda-se novamente, agora para o Rio de Janeiro, em 1938 e integra o grupo de intelectuais “Dom Casmurro”, colaborando com esse periódico e outros jornais da capital. Em 1939, aos vinte dois anos de idade estava na Academia Brasileira de Letras lendo seu artigo “A índole da língua e a frase de Machado de Assis” e iniciando uma aspiração que só conseguia concretizar quinze anos mais tarde: a de ser um imortal das letras brasileiras.
O livro de José Neres começa esclarecendo porque Montello já se mostrava um acadêmico antes mesmo de adentrar com o fardão naquele templo das letras e como era querido pelos outros escritores e até pelos críticos literários, como o discordante Agrippino Grieco, que, em nota sobre a eleição de Montello para a Academia declarou essa pérola; “Isto não é novidade, o Montello é acadêmico desde a escola primária.”
A política interna da Academia, as expectativas, a candidatura, as cartas de pedido de voto, o auxílio indispensável de Viriato Corrêa, a votação e a vitória de Montello para a cadeira de número vinte e nove são alguns dos assuntos desvendados por Neres nesse necessário e instigante trabalho de pesquisa, trabalho este que se utiliza também de cartas, notas de jornais e fotos do momento mais glorioso que um escritor pode almejar. Em suma: um livro muito bem escrito, em linguagem acessível e que, sem grandiloquências, dá uma lição de como apresentar um grande escritor para uma nova geração de leitores (e pesquisadores) que está se formando no Maranhão.
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sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
Mais que dois simples telefonemas
Um ano que termina bem tem que, obrigatoriamente, passar o bastão para outro que não pode decepcionar.Meu 2008 terminou de forma agradável e sem sobressaltos, mas com grandes alegrias. Para começar, o poeta e editor Alberico Carneiro me presenteou com a publicação de meu artigo POESIA MARANHENSE HOJE, nas páginas do suplemento Guesa Errante. Não teria como não ficar agradecido...
No final da tarde, meu telefone tocou. Poderia ser apenas mais uma pessoa desejando-me um feliz 2009, mas não era. Era a minha ilustre escritora e amiga Arlete Nogueira parabenizando-me pelo artigo publicado no Jornal Pequeno. Sempre amável e gentil, Arlete elogiou a publicação do artigo e lembrou que a geração que está começando a despontar neste início de século, mas que já está cavando seu espaço há mais de dez anos é muito boa, estudiosa e criativa. Ela lembrou nomes como Bioque Mesito, Ricardo Leão e Antônio Ailton... Ela tem razão. Estes são, juntam,ente com outros, nomes que farão história em nossas letras em um futuro não muito distante.
2009 começou e, para não perder o ritmo, li logo meu primeiro livro do ano (no post seguinte falarei dele) e comemorei com a família o início de um novo momento.
No dia dois, para surpresa minha, recebo um outro telefonema. Desta feita é a dona Yvonne Montello, desejando-me um ano de muito sucesso e me parabenizando pelo livro Montello: O Benjamim da Academia. Ela me disse que ficou emocionada ao ler o livro que, segundo palavras dela "foi escrito seguramente com o coração". Sua voz denunciava uma forte emoção ao lembrar o companheiro de décadas e que foi relembrado nas páginas de um livro que resgata sua luta por uma vaga na Academia Brasileira de Letras.
Para terminar este primeiro momento de 2009, trago a público este blog, que somado ao meu site, devem trazer algumas informações sobre nossas letras. Cada livro maranhense lido será aqui comentado, como homenagem aos escritores que tanto lutam pelo sucesso de nossas letras.
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