
Remexendo fotos antigas, encontrei essa verdadeira raridade tirada por mim nos idos anos de 1992 ou 1993, em Bacabal, durante um encontro de Letras.
Parecia que o destino estava reservando um momento especial para aqueles jovens estudantes que nem imaginavam um dia fazerem parte da história literária do Maranhão.
Lembro-me muito bem da ocasião. O reservado Nauro Machado relutou um pouco a fazer parte da foto. José Maria Nascimento, sorridente, não precisou de muitos argumentos. O mesmo aconteceu com Eudes, que acabava de ministrar uma palestra.
Um pouco atrás de Nauro, está Ricardo André, que hoje assina com o nome de Ricado Leão e que se tornou uma das grande autoridades na obra do poeta da Trindade Dantesca. Ela nunca iria imaginar que, anos depois, ele e Nauro seriam grandes amigos
Na outra ponta, está Antônio Aílton, que adorava declamar poemas e que sempre encantou com sua simpatia. Bem na frente, temos Dino Cavalvante, amigo de sempre que também relutou um pouco a tirar a foto.
Eu, humildemente, tirei a foto, em uma máquina analógica, o que na época era um luxo. Não apareci, mas guardei na memória o momento em que o destino caprichosamente juntou duas gerações de amantes da literatura.
Esse breve contato com os mestres foi seguramente, um dos impuisos para que Dino, Ricardo, Ailton e eu percebéssemos que a literatura era o nosso caminho.