quinta-feira, 21 de abril de 2011
NA PONTA DA LÍNGUA
Disponibilizamos para quem gostar dos estudos sobre os falares maranhenses, nosso pequeno trabalho sobre o vocabulário maranhense. Sabemos que ele ainda está incompleto e pode ser ampliado com novos termos, mesmo assim é sempre um início.
clique AQUI para ler ou baixar o trabalho
domingo, 17 de abril de 2011
BANDEIRA TRIBUZI
TRIBUZI: UM POETA COMPLETO
Antônio José Maciel Soares[1]
José Neres[2]
| Fonte da imagem: internet |
Na literatura brasileira, há muitos autores que mereceriam um maior reconhecimento por parte do público e da crítica. São escritores que, apesar do imenso talento, não são devidamente divulgados em todo o território nacional e acabam sendo vistos como talentos apenas regionais, quando em verdade apresentam qualidades suficientes para serem postos em categorias mais elevadas. Entre esses nomes, pode ser citado o de José Tribuzi Pinheiro Gomes, literariamente conhecido como Bandeira Tribuzi.
Tribuzi, escritor, jornalista, orador, professor e poeta maranhense, nascido em 02.02.27 e falecido em 08.09.77, figura entre os maiores nomes da poesia maranhense. ele escreveu “Alguma Existência”, “Rosa da Esperança”, “Safra”, “Sonetos”, “Pele e Osso” e “Íntimo comício”, entre outros.
Ele muito contribuiu para que a poesia maranhense, num tempo em que ainda se cultivava a forma parnasiana, num contexto em que a Semana de 22 não conseguia penetrar, fosse modernizada, contribuindo para novos caminhos no que se refere a padrões estéticos literários, mas sem a intenção e pretensão de formar escola.
Como muitos poetas, Tribuzi não deixou de retratar também em suas obras a injustiça social, podendo ser visto também como um poeta engajado. Sua imensa capacidade administrativa, levou-o ao cargo de assessor de governo, com uma militância acima de tudo poética contemplando os menos favorecidos, pois Tribuzi ao chegar de Portugal, onde estudava, ficou chocado com a pobreza em que vivia o povo maranhense e com a injustiça social que havia. Houve um choque cultural pelo contraste entre a realidade dos dois países. O poeta, munido de consistente formação humanística e com uma sensibilidade bastante aguçada, não poderia ficar alheio ao sofrimento do povo, o que fez surgir um poeta gauche, contestador, político e lírico ao mesmo tempo.
O prazer pela criação literária e seu grande conhecimento de estética fizeram com que Tribuzi criasse vários poemas falando do próprio fazer poético, caracterizando nesse sentido, a metalinguagem, umas das marcas de sua obra, além de sempre demonstrar o grande amor que sentia por São Luís, conforme pode ser visto em diversos de seus poemas.
Em seu livro “Alguma Existência”, percebe-se uma característica peculiar do poeta, a quase total ausência do uso de sinais linguísticos como pontos, vírgulas, etc. Devido a isso, comenta-se um fato pitoresco: um dia o poeta foi comprar um sapato e perguntado sobre sua pontuação o mesmo disse que não usava pontuação.
Bandeira Tribuzi não se atinha apenas ao exterior, à casca do ser humano, preocupava-se também com o interior, retratando a aparência e a essência. Em seu poema “Pele e Osso” o poeta deixou evidente essa característica, o que fez descartar a acusação que muitos olhe imputaram de ser materialista, demonstrando que, além de se preocupar com o lado social da vida, refletia em suas obras a importância da essência humana.
Na ocasião da morte de Tribuzi, em 1977, José Sarney publicou um longo artigo intitulado “Por quem choram as casuarinas”, no qual cita as inúmeras qualidades do poeta, ressaltando a importância de Tribuzi para a poesia maranhense. Sarney fala também do homem comprometido com o fato social, do homem sensível, o mesmo cita nunca ter conhecido alguém tão bom, tão avesso ao ódio, um homem sem maldade no coração. Curiosamente, Bandeira Tribuzi nos deixou no dia do aniversário da cidade que tanto amou.
domingo, 10 de abril de 2011
JORNAL VIRTUAL
amigos, está no ar o primeiro número de nosso jornalzinho virtual sobre literatura maranhense. Ele será mensal e aceitamos colaborações em forma de artigo, poema, conto, etc.
basta enviar o material para o e-mail: ilhavirtualpontocom@gmail
basta enviar o material para o e-mail: ilhavirtualpontocom@gmail
quarta-feira, 6 de abril de 2011
domingo, 3 de abril de 2011
quarta-feira, 23 de março de 2011
COELHO NETO
COELHO NETO: DA FAMA AO ESQUECIMENTO
(O Estado do Maranhão, 23 de março de 2011)
(O Estado do Maranhão, 23 de março de 2011)
Henrique Maximiano Coelho Neto (1864-1934) é um dos mais prolíficos escritores da literatura brasileira. Dono de uma copiosa produção literária, que vai do conto ao romance, passando pela poesia, pelo teatro e por outros gêneros, o intelectual maranhense nascido em Caxias teve seus momentos de glória do final do século XIX até as primeiras décadas do século XX, quando seu nome era aclamado pelos amantes das letras.
Ao longo de sua carreira, Coelho Neto galgou todos os degraus da fama e do sucesso. Foi eleito, por voto popular, Príncipe dos Prosadores Brasileiros, tornou-se membro fundador e presidente da Academia Brasileira de Letras, sendo também o primeiro brasileiro indicado para um Prêmio Nobel de Literatura, além de conquistar o mercado editorial no Brasil e em Portugal, país no qual sua obra teve excelente recepção. Admirado por uma multidão, Coelho Neto teve ainda em vida todas as glórias que poderiam ser destinadas a um homem de letras, mas décadas após a sua morte, teve quase todo o seu trabalho relegado ao ostracismo e acabou ficando mais conhecido na historiografia literária por sua riqueza vocabular e por seus giros sintáticos do que pela arquitetura e pela inventividade de seus textos.
No romance “A Conquista”, publicado em 1899, Coelho Neto abordou, principalmente através das personagens Anselmo e Ruy Vaz, a marginalização que os escritores sofriam naquela época. Além de ser indiscutivelmente uma crítica à sociedade, o romance também não deixa de conter uma curiosidade: será que há ali uma espécie de premonição para o que viria acontecer posteriormente com o até então quase incontestado escritor? Certamente, Coelho Neto não imaginaria que isso poderia acontecer-lhe, logo com ele, que era o autor mais festejado de seu tempo, uma espécie de best-seller da época. Mas o parecia improvável aconteceu e nos dias atuais Coelho Neto é um nome raramente citado nas academias e nem mesmo pronunciado pela maioria dos jovens, que desconhecem a produção literária desse escritor maranhense.
Torna-se muito simplista, porém, afirmar que o autor de “Banzo”, “O Morto” e “A Capital Federal” não seja lido na atualidade apenas por não ser mais um romancista mercadologicamente atrativo, por não estar na lista dos livros mais vendidos, por não ultrapassar a tiragem de milhões de exemplares ou por não ter suas obras transformadas em filmes Hollywoodianos. Claro que todo esse marketing seria válido e até influenciaria na mudança do horizonte de expectativas dos hipotéticos leitores. Entretanto não foi essa a principal causa da marginalização da obra de Coelho Neto.
O pesquisador Eliezer Bezerra, em seu livro sobre o prosador maranhense, denominou esse movimento de rejeição à obra coelhonetiana de onda modernista e comenta que uma campanha de apagamento da importância literária de Coelho Neto foi desenvolvida por algumas pessoas (denominadas pelo ensaísta de pseudomodernistas) incapazes e ambiciosas por glória sem esforço. Historiadores literários como Antônio Soares Amora e Massaud Moisés, por outro lado, apontam como causas principais do esquecimento do autor de “Miragem” a irregularidade de sua obra e os exageros no uso do vernáculo, o que poderia dificultar o acesso das novas gerações aos trabalhos do escritor
O fato é que Coelho Neto tem seus méritos e, assim como todos os demais escritores da época, meu contribuiu para o engrandecimento a nossa história literária. Livros como “A Conquista”, “Turbilhão”, “Rei Negro” e “Sertão” são algumas das obras de Coelho Neto que ainda podem despertar o interesse dos leitores da atualidade, mas, infelizmente raramente são encontrados nos catálogos das editoras e nas prateleiras de livrarias e bibliotecas, o que se torna mais um obstáculo na tentativa diminuir a concepção de que Coelho Neto é um escritor sem importância para a atualidade.
segunda-feira, 21 de março de 2011
SUGESTÃO DE LEITURA
O leitor que gosta de desafios irá adorar o meis recente livro de Ronaldo Costa Fernandes. O enredo traz uma surpresa em cada página e desnorteia os mais desavisados.
quarta-feira, 9 de março de 2011
ARTIGO NA REVISTA LITTERA
No mais recente número da Revista Littera, do Departamento de Letras daUniversidade Federal do Maranhão, foi publicado um artigo de nossa autoria sobre os contos de Ronaldo Costa Fernandes, um dos mais importantes intelectuais da atualidade.
Clique aqui para ler o artigo
Clique aqui para ler os outros artigos da revista
PRIMEIRO LIVRO
O PRIMEIRO LIVRO
José Neres
Constantemente somos consultados sobre como publicar o primeiro livro. Quase sempre a pessoa diz que já tem o trabalho pronto e deseja transpor o manuscrito ou o arquivo digital para a forma de livro. Na teoria, essa tarefa parece ser bastante fácil, mas, na prática, aparecerem inúmeros obstáculos que podem adiar ou até mesmo abortar o sonho de tirar o livro do campo da abstração e transformá-lo em um objeto que se divide entre o preço de capa e o valor sentimental.
Faremos a seguir algumas considerações acerca do assunto. Sem perspectivas alarmistas ou de falsas esperanças, vamos comentar o percurso a ser transcorrido por quem pretende publicar seus trabalhos.
Depois de ter o livro concluído, revisto e revisado, o passo seguinte é procurar uma editora. Caso uma casa editorial se interesse pelo texto, ou autor não terá mais que se preocupar com questões como diagramação, capa, legalização, impressão e distribuição, pois tudo ficará a cargo de pessoas altamente qualificadas no assunto. Contudo, se o aspirante a escritor decidir apostar em uma publicação independente, deve ficar atento para as seguintes informações:
- Todo trabalho intelectual deve ser legalizado, com preservação dos direitos autorais e com número de ISBN. Não é raro encontrar casos em que o autor se preocupa apenas com a impressão gráfica e com o lançamento, deixando de lado os aspectos legais da publicação. Uma consulta à página eletrônica da Biblioteca Nacional será de grande valia para a compreensão desse processo.
- Publicar um livro não transformará você em uma celebridade da noite para o dia. Algumas pessoas pensam que, logo após a publicação do primeiro livros, uma multidão irá reconhecê-lo como genial escritor, como a grande revelação das letras. Mas isso possivelmente não acontecerá e são grandes as chances que nem mesmo a família do autor leia o trabalho dele.
- Contratar uma gráfica de confiança. Um dos grandes erros do escritor iniciante é o de entregar um serviço dessa importância a pessoas sem experiência no assunto. É sempre bom consultar um colega mais experiente, fazer diversos orçamentos e pedir para ver alguns livros que já tenham sido impressos pela gráfica. Nem sempre um preço elevado está relacionado com boa produção. Nunca é bom contratar o serviço com base apenas nos valores cobrados. Tanto o barato quanto o caro podem ser armadilhas perigosas.
- O acúmulo de funções é inevitável. Além de criar sua pretensa obra de arte, o aspirante a escritor terá também que, quase sempre, ser digitador, revisor, patrocinador, supervisor, carregador, distribuidor e/ou vendedor do próprio trabalho. Ainda por cima terá que enfrentar situações em que o comprador do livro duvide da autoria do trabalho e ou que compre o livro com se estivesse dando uma esmola para o autor.
- As chances de o primeiro livro ser também o último são muito grandes. Muitos são os casos em que, após um esforço hercúleo para editar o trabalho de estreia, o autor se sinta desmotivado, sem forças ou mesmo sem dinheiro para continuar na carreira de escritor. A falta de reconhecimento e os baixíssimos retornos financeiros são algumas das causas disso.
- Haverá mais pessoas pedindo o livro do que querendo comprá-lo ou lê-lo. Essa é outra realidade que desestimula o escritor novato. Somente com muito esforço ele poderá recuperar os recursos investidos na produção do primeiro livro ou pelo menos parte deles.
- A satisfação de ver sua obra lida e comentada por alguém é uma das maiores recompensas para o autor. A indescritível alegria de saber que colocou no mundo um trabalho intelectual é algo que transcende a todo e qualquer pensamento de retorno financeiro. É o que realmente pode contrabalançar as dores angústias de trazer ao mundo um frágil livrinho que talvez possa ser importante para outras pessoas além do autor, de sua família e de seu restrito círculo de amizades.
Mas, apesar de todos esses percalços, vale a pena lutar para transformar um sonho em realidade.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
CONCURSO LITERÁRIO
A partir de 1º de fevereiro, estarão abertas as inscrições do CONCURSO DE CRÔNICAS LAURA FERREIRA DO NASCIMENTO.
O CONCURSO DE CRÔNICAS LAURA FERREIRA DO NASCIMENTO vai distribuir mais de R$ 2.000,00 em prêmios para as cinco melhores crônicas que serão escolhidas pela Comissão Julgadora.
Quem quiser participar, basta acessar o edital do CONCURSO DE CRÔNICAS clicando aqui: http://concursosdecronicas. blogspot.com/2011/01/edital. html
As inscrições vão até 30 de junho. Portanto, bastante tempo para se inspirar, rascunhar e escrever uma crônica de, no máximo, duas páginas.
Os prêmios serão os seguintes:
PRIMEIRO LUGAR: R$ 1.000,00 (mil reais) + certificado + livros
SEGUNDO LUGAR: R$ 500,00 (quinhentos reais) + certificado + livros
TERCEIRO LUGAR: R$ 250,00 (duzentos e cinqüenta reais) + certificado + livros
QUARTO LUGAR: R$ 150,00 (cento e cinqüenta reais) + certificado + livros
QUINTO LUGAR: R$ 100,00 (cem reais) + certificado + livros
Desde já, agradecemos o empenho de nossos patrocinadores, dos colaboradores, dos membros das Comissões Organizadora e Julgadora, dos apoiadores e de todos que estão trabalhando para o sucesso do CONCURSO DE CRÔNICAS LAURA FERREIRA DO NASCIMENTO: www.concursosdecronicas. blogspot.com
Participe! Divulgue!
Atenciosa e gratamente,
Vicentônio Silva.
CONCURSO DE CRÔNICAS LAURA FERREIRA DO NASCIMENTO
Mais de R$ 2.000,00 (dois mil reais) em prêmios. Inscrições: feveveiro a junho de 2011.
INSCRIÇÕES GRATUITAS!
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
HUMBERTO DE CAMPOS
NOVOS CAMPOS PARA HUMBERTO
José Neres
O sucesso e o reconhecimento público são, às vezes, duas figuras ingratas. Um dia sorriem para alguém e elevam essa pessoa ao auge da glória. No dia seguinte, sem motivo aparente, fecham a cara para o protegido e o relegam ao ostracismo momentâneo ou ao esquecimento total. Quando o sucesso é fruto apenas de um jogo de marketing, o reconhecimento vem de modo quase que imediato, assim com o silêncio tão logo cessem os interesses no artista. Porém, se pelo menos uma ponta de talento for a mola propulsora da carreira, pode até haver momentos de trevas e de silêncio, mas um dia o autor sai da escuridão e volta a ser tema de interesse.
A vasta produção literária do maranhense Humberto de Campos viveu seus momentos de esplendor, quando ele era considerado um dos escritores mais populares do Brasil, e logo depois foi relegado ao limbo do esquecimento, com raríssimos textos sendo reeditados e com seu nome praticamente banido da literatura brasileira de grande ou médio porte.
Agora, porém, neste início de século, os ventos parecem soprar favoravelmente para o cronista, memorialista, contista e poeta maranhense. Aos poucos, sua obra, ou pelo menos parte dela, começa a ser revista, reeditada e relida com olhares que vão além da idolatria cega ou do falso intelectualismo de quem entrou em contato apenas a crítica a respeito do autor, sem ter o trabalho de ler os textos produzidos pelo escritor. Ao mesmo tempo, as reedições de alguns livros de Humberto de Campos, umas em escala nacional, outras, infelizmente, restritas ao âmbito local, trazem a oportunidade de os novos leitores entrarem em contato com o estilo límpido e inquietante de um escritor que marcou diversas gerações.
Nos últimos anos, algumas obras de Humberto de Campos voltaram para as prateleiras das livrarias. É o caso de “Carvalhos e Roseiras – figuras políticas e literárias”, cuja nova edição foi publicada pela Café e Lápis Editora; “A Sombra das Tamareiras – contos orientais”, volume reeditado pela editora Almádena; “As melhores Crônicas de Humberto de Campos”, livro organizado pelo professor Gilberto Araújo e que traz o selo da Global Editora. Também é possível hoje encontrar, em dois volumes, “O Diário Secreto” e, reunidas em um único livro as “Memórias” e as “Memórias Inacabadas”, ambos os títulos publicados pelo Instituto Geia, sob os auspiciosos cuidados do professor, crítico textual e acadêmico Sebastião Moreira Duarte.
Por outro lado, além das reedições e coletâneas de textos de autoria de H. de C., podem ser encontrados também alguns estudos acerca da obra do poeta e memorialista maranhense. Embora a maioria dos trabalhos gire em torno da relação do autor com a psicografia, como ocorre com “A Psicografia ante os Tribunais – o caso de Humberto de Campos”, de autoria de Miguel Tiponi, e que já chega a sua sétima edição; “Humberto de Campos e Chico Xavier: a mecânica do estilo”, de Elias Barbosa; e do recentemente premiado estudo “Chico Xavier e o Caso Humberto de Campos”, de Félix Alberto Lima.
Mas também há estudos que abordam outros aspectos da obra do autor de “O Monstro”, como ocorre no livro “A Crônica e seus diferentes estilos em Humberto de Campos”, de Roberta Scheibe, e dos ensaios “Humberto de Campos Vivo” e “Diário de um Enterrado Vivo”, ambos do já citado Sebastião Moreira Duarte e que estão enfeixados nos livros da Coleção Geia de Estudos Maranhenses.
Marcadores:
autores,
Humberto de Campos,
Literatura maranhense
sábado, 1 de janeiro de 2011
LIVRO DE SONETOS
Como prometi, aqui está nosso livrinho de sonetos para quem quiser ler. Um feliz 2011 para todos...
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
BALANÇO DE FINAL DE ANO
Fim de ano. É hora de fazer um balanço do que aconteceu conosco no ano que se acaba. Para mim, tudo foi perfeito (exceto as imperfeições). Aqui vão alguns números só para quem gosta de curiosidades.
1. No final de 2009, este blog, em seu primeiro ano, atingiu a marca de 3000 visitas, no final de 2010, chegamos a 14000. (Nada mal para um blog que só fala de cultura)
- 32 artigos em publicados jornais locais
- 02 artigos em revista de circulação nacional
- 02 prefácios de livros
- 02 resenhas em revistas científicas
- 04 artigos científicos em revistas especializadas
- 01 livro organizado
- 02 e-books
- 19 palestras/ apresentação de trabalhos/ participação em eventos culturais
Quanto ao blog, ele teve alguns posts que foram bastante procurados este ano, pela ordem decrescente, os assuntos mais procurados foram:
- Patativa do Assaré (por causa do vestibular, claro)
- Literatura e cinema
- Autores contemporâneos
- Cândido Alberto Gomes
- Profissional de secretariado
No próximo ano, esperamos esse sucesso se repita e conto com a presença de vocês.
OBS: dia 1º colocaremos 1 livro virtual contendo todos os sonetos que escrevi até hoje. São poucos, mas gosto deles.
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
CONTO DE FIM DE ANO
FELIZ ANO NOVO
(José Neres)
- Ei rapaz, você por aqui!?! Quanto tempo!!!
- Pois é, voltei.
- Que tem feito da vida?
- O de sempre. Trabalhando como um burro de carga.
- Mas as últimas informações que tive suas eram muito boas. Estava morando na Europa, com um alto cargo em uma multinacional...
- É verdade, mas acabei de voltar. Vou gerenciar a filial da empresa aqui.
- Caramba, que maravilha! Fico feliz por você... Mas me conta, e como vai a vida sentimental?
- Na mesma de sempre. Depois da separação, ainda procuro a pessoa que preencherá meu coração.
- Entendo.
-E você? Soube que se casou e que tem dois filhos...
- Nossa, como você sabe disso? Estava tão longe daqui...
- Rapaz, você nem imagina o que se é capaz de saber com essa tal de internet. Vez ou outra faço uma visitinha virtual a meus amigos. Mas cadê sua esposa, seus filhos? Quero conhecê-los.
- Isso é fácil. Estão bem ali no restaurante. Imagina que só voltei ao carro para pegar a carteira e tive a sorte de encontrar você. Nunca esperava...
(...)
- Marisa, esse é meu grande amigo Marcello. Um amigo que não vejo faz muito tempo...
- Prazer, senhora. A senhora é realmente muito bonita. O Serginho falou muito bem da senhora. Esse deve ser o Pedrinho e essa mocinha linda deve ser a Sandrinha.
- Isso mesmo, são meus dois filhinhos amados. Mas querido, convide seu amigo para sentar. Vamos esperar a queima de fogos. Esse ponto aqui é o melhor de todos.
- Não se i se ele tem algum compromisso. Tem Marcello? Tem algum encontro marcado? Se não tiver, pode ficar conosco...
- Como eu disse, acabei de chegar e ainda não refiz os laços. Você é o primeiro conhecido que encontro e...
- Então está decidido. Vamos pedir champanhe para comemorar esse reencontro.
- Um brinde a sua família!
- Um brinde ao ano novo!
- Um brinde ao nosso reencontro!
(...)
- Foi uma bela passagem de ano. Obrigado a vocês. Nossa as crianças estão caindo de sono... Acho que é hora de eu deixar vocês voltarem para casa. Depois os convido para um jantar, mas dessa vez eu pago...
- Que nada! Rachamos a conta...
- Marisa, foi um prazer conhecer a felizarda que fisgou o Serginho...
- Prazer foi todo meu... Por falar nisso, Marcello, onde você deixou seu carro?
- lá no início da avenida. Rodei bastante atrás de uma vaga. Mas parece que todo mundo resolveu vir para cá hoje...
- Querido, não vamos deixar esse rapaz tão simpático andar tudo isso. Faça o seguinte. Leve-o até o carro dele, que nós esperamos aqui...
- Você é que manda, querida.
- Tchau, Marisa, foi um prazer. Quando as crianças acordarem, dê um beijo em cada um por mim.
- Ok. Feliz Ano Novo.
- Volto já já, querida...
(...)
- Bela família a sua. Parabéns.
- Tive sorte...
- Mereceu. Sempre foi um homem admirável... Ah, ali está meu carro. Pode me deixar aqui mesmo... Volte rápido, sua mulher e seus filhos estão esperando...
- Ainda temos alguns minutos. Quero aproveitá-los a seu lado...
- Serginho...
- Marcello...
- Um beijo... como nos velhos tempo...
- Como nos velhos tempos...
(...)
- Tchau... Feliz Ano Novo...
- Já tem o endereço do hotel onde estou morando... Espero você. Tchau...
- Pode deixar... Feliz Ano Novo...
- Tenho certeza que será um ano especial....
| Fonte da imagem: INTERNET |
A MENTIRA II
Como uma mentira jamais vem sozinha, coloco aqui agora outro soneto sobre o mesmo tema. Embora não goste de escrever poemas, acho bastante divertido escrever soneto. Serve para matar o tempo, ou para fingir que não morremos a cada minuto.
Marcadores:
literatura,
Literatura maranhense,
Poema
Assinar:
Postagens (Atom)







