sábado, 10 de julho de 2010
MÚSICA
sábado, 3 de julho de 2010
REVISTA LITTERA
sábado, 26 de junho de 2010
BALADA LITERÁRIA
terça-feira, 22 de junho de 2010
NOVO LIVRO GRATIS EM PDF
Disponibilizo para vocês meu livro inédito O ÚLTIMO DESEJO DE CATIRINA. Espero que todos os que se dispuserem a ler esse trabalho tenham bons momentos de entretenimento e de reflexão.
segunda-feira, 21 de junho de 2010
sexta-feira, 18 de junho de 2010
LUTO NAS LETRAS PORTUGUESAS
A sexta-feira, 18 de junho de 2010 amanheceu de luto> Saramago escreveu o capitulo final de sua saga, e a literatura de língua portuguesa perdeu um de seus grandes escritores.
Escritor polêmico e dono de um estilo sui generis, Saramago foi o único escritor de língua portuguesa, até agora, a receber o Prêmio Nobel de Literatura.
Agora, seus longos parágrafos, seus períodos gigantescos e suas vírgulas surpreendentes recebem a pausa final e deixam seus
Entre seus livros mais importantes, temos:
- Ensaio sobre a Cegueira
- Ensaio sobre a Lucidez
- Todos os nomes
- Evangelho segundo Jesus Cristo
- Jangada de Pedra
- O ano da morte de Riocardo Reis
sábado, 5 de junho de 2010
NOVO LIVRO DE WALDEMIRO VIANA
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Artigo
domingo, 23 de maio de 2010
CANDIDO ALBERTO GOMES
UM SOCIÓLOGO EM LUTA PELA EDUCAÇÃO
José Neres
fonte: O Estado do Maranhão, 23 de maio de 2010
Um dos grandes problemas da educação é a falta de divulgação do nome dos grandes vultos que contribuem para o desenvolvimento dos estudos educacionais em nosso país. Em uma sociedade em que para alguém ser reconhecido precisa estar evidenciado pelos meios de comunicação de massa, as pessoas que se destacam pelo uso do intelecto e pela produção e pela divulgação de ideias passam despercebidas até mesmo por quem tem interesse por assuntos intelectuais.
Recentemente, tivemos em nossa cidade a presença do gramático e filólogo Evanildo Bechara, do lingüista Sirio Possenti e do professores Jacira da Silva Câmara e Afonso Celso Galvão, dois dos mais importantes pesquisadores da educação na atualidade. Mas, infelizmente, a passagem desses intelectuais por São Luís ficou no esquecimento e ficou apenas na lembrança de alguns poucos privilegiados que tiveram a oportunidade de entrar em contato com esses pensadores que tanto contribuíram e ainda contribuirão para o fortalecimento das pessoas interessadas na cultura acadêmica.
No período compreendido entre 16 e 22 de maio, a capital maranhense foi honrada com a presença do professor, sociólogo e pesquisador Candido Alberto Gomes, autor de diversos livros e de mais de uma centena e meia de artigos sobre sociologia da educação e sobre o sistema educacional brasileiro.
Graduado em Sociologia pela Universidade do Estado da Guanabara, mestre em Sociologia pelo Instituto Universitário de Pesquisa do Rio de Janeiro e doutor em Educação pela Universidade da Califórnia, Candido Gomes não se contentou apenas em ter títulos para ascender na carreira docente. Ele mergulhou no mundo das pesquisas sociais e, preocupado com o processo ensino-aprendizagem, divulgou o resultado de suas investigações em mais de uma centena e meia de artigos científicos e em dezenas de livros, merecendo, por suas atividades de docência e de pesquisas, diversos prêmios, como por exemplo, Cavaleiro da Ordem Nacional do Mérito Educativo (pela Presidência da República), Diploma de reconhecimento aos serviços prestados (prêmio oferecido pelo Conselho de Educação do Distrito Federal) e Diploma de Mérito funcional (oferecido pelo Senado Federal).
Autor de livros como “O Ensino Médio no Brasil”, “Educação em novas perspectivas sociológicas” e “O jovem e o desafio do trabalho”, entre tantos outros, Candido Gomes não é um pesquisar alheio à realidade circundante, muito pelo contrário, está sempre atento às transformações do dia a dia e tira delas a matéria bruta que será depois decantada e refinada em estudos sérios que depois se transforma em livros, artigos, palestras e cursos ministrado em diversos países do mundo.
Dono de amplo conhecimento em Educação, Sociologia e Filosofia, o professor da Universidade Católica de Brasília, não se reduz ao tecnicismo das ciências que domina, mas sim tem a capacidade de relacionar conceitos científicos com a própria realidade e inclusive com obras literárias, como “O Ateneu”, de Raul Pompéia, e “Os Tambores de São Luís”, de Josué Montello”, e outros livros que servem de base ilustrativa para muitas de suas preleções em sala de aula e em suas palestras. O professor também consegue utilizar com maestria a sétima arte em prol dos assuntos trabalhados, conseguindo aplicar a teoria à pratica, sem sair do foco educacional.
Consciente de seu papel de observador e estudioso da realidade, Candido Gomes ainda encontra tempo para concentrar em pesquisas voltadas para a educação brasileira e analisar fatores como violência na escola, política, gestão e economia da educação, sem contar também seus trabalhos como consultor da UNESCO e a cátedra de educação, juventude e sociedade. Em suma, o professor Candido Alberto Gomes, que brindou São Luís com seus conhecimentos é um incansável sociólogo que luta em prol da educação.
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sexta-feira, 7 de maio de 2010
SOBRE LIVROS E ESCRITORES
quarta-feira, 28 de abril de 2010
SOBRE EDUCAÇÃO
No início de 2010, foi lançado o livro-relatório “Factores asociados al logro cognitivo de los estudiantes de América Latina y el Caribe”, assinado por alguns dos mais renomados pesquisadores da área de Educação da atualidade. No livro, o grupo, formado por Ernesto Treviño, Héctor Valdés, Mauricio Castro, Roy Costillas, Carlos Pardo e Francisca Donoso Rivas, discute os problemas encontrados no processo educativo dos países que serviram de base para uma longa e exaustiva pesquisa, que teve início em 2004 e foi concluída em 2008. Depois de meses de análise dos dados levantados, a pesquisa culminou no livro acima citado, publicado pela UNESCO e que se encontra disponível gratuitamente na internet.domingo, 18 de abril de 2010
SOMBRAS NA ESCURIDÃO
Conforme prometemos, disponibilizo hoje o livro SOMBRAS NA ESCURIDÃO, uma obra que não foi publicada de forma tradicional em livro, mas que agora chega às suas mãos pelo mundo digital.
Em breve, para meus alunos vestibulando, irei disponibilizar o livro MANUAL DE ANÁLISE SINTÁTICA
Aguardem!!!
quinta-feira, 8 de abril de 2010
segunda-feira, 5 de abril de 2010
POEMAS DE DESAMOR - Livro gratuito
terça-feira, 30 de março de 2010
OUTRO LIVRO GRATUITO
domingo, 28 de março de 2010
LIVRO GRATUITO
Para fazer o download e salvar em seu computador, basta clicar no ícone que lembra um disquete.
Vote em nossa enquete
quinta-feira, 25 de março de 2010
JOMAR MORAES
segunda-feira, 22 de março de 2010
RONALDO COSTA FERNANDES
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terça-feira, 9 de março de 2010
ARTIGO
segunda-feira, 8 de março de 2010
PARABÉNS ÀS MULHERES
domingo, 28 de fevereiro de 2010
REPRODUÇÃO DE MATÉRIA IMPORTANTE

O ESTADO DO MARANHÃO de hoje, último dia de fevereiro de 2010, chega à bancas com uma excelente notícia: a cada duas semanas haverá um texto especial sobre a LITERATURA MARANHENSE. Não há como não ficar feliz com uma novidade dessas. Esperamos que o plano seja cumprido e que os pesquisadores da nossas letras tenham mais uma fonte de consulta.
Reproduzo aqui, com os devidos créditos de autoria, o artigo da jornalista CARLA MELO, que contou com o apoio e a consultoria do sempre amante das letras JOMAR MORAES.
OBS: Não deixa de ser motivo de orgulho para mim ter um de meus artigos citado na matéria.
Carla Melo
(FONTE: Jornal O Estado do Maranhão, 28 de janeio de 2010 - Caderno Altenativo, página 1)
Eles foram considerados românticos de primeira hora. Viveram em uma época na qual a literatura maranhense começava a ganhar destaque e respeito dentro e fora das fronteiras estaduais. Batizados tempos depois como Grupo Maranhense, é deles o mérito de inscrever a alcunha de Maranhão-Atenas no Brasil e no mundo.

Sobre a importância desses vultos do romantismo maranhense na literatura brasileira, o crítico José Veríssimo, escreve em seu famoso “História da Literatura Brasileira”, o capítulo intitulado “Gonçalves Dias e o Grupo Maranhense”. Nele, o autor fala sobre a obra de nomes como Gonçalves Dias, João Lisboa, Odorico Mendes, Sotero dos Reis e Gomes de Sousa, entre outros que compuseram o chamado Grupo Maranhense.
Principal representante desse momento literário, o poeta Gonçalves Dias é assim descrito por José Verísimo: “Nenhum poeta brasileiro, em prosa ou verso, teve em grau igual ao de Gonçalves Dias o sentimento do nosso índio e do que lhe constituía a feição própria. Todos os nossos indianistas, maiores e menores, sem excetuar o próprio Alencar, que é quem em tal sentimento mais se aproxima de Gonçalves Dias, o foram antes de estudo e propósito que de vocação. Daí a sua inferioridade relativamente ao poeta dos ‘Timbiras’ e os despropósitos em que caíram. E o conceito pode ser generalizado a toda a obra lírica de Gonçalves Dias”.
O professor Alfredo Bosi, em seu livro “História concisa da Literatura Brasileira” explica as diferenças entre Dias e seus contemporâneos. Para ele, o maranhense traz em sua obra “muito de português no trato da língua e nas cadências garretianas do lirismo, ao contrário de seus contemporâneos, sobre os quais pesava a influência francesa”. Isto talvez se explique pelo fato de o poeta ser filho de português e ter estudado Leis em Coimbra, na qual manteve contato com a poesia romântico-nacionalista de Garret e Herculano, poetas que o influenciariam durante sua trajetória.
Românticos - De acordo com o professor e pesquisador Jomar Moraes, o Grupo Maranhense manifesta-se entre os anos de 1840 e 1880. “Eles não se consideravam um grupo, esta denominação veio depois. Não tinham uma produção com características idênticas, mas diversas entre si. Nem sequer eram todos amigos. Na verdade, o que os unia era o fato de terem nascido todos aqui e serem contemporâneos”, salienta Jomar Moraes.
Por não se verem como grupo, não há como quantificar os autores que, por sua obra, se incluem no chamado Grupo Maranhense. Além de Gonçalves Dias, destaca-se Odorico Mendes, considerado como “último árcade” e “primeiro romântico”. Mestre nas línguas clássicas grega e romana, ele foi, ao lado de Gonçalves de Magalhães, precursor do romantismo no Norte do Brasil, com a publicação de seu “Hino à Tarde”, escrito em 1832. “A partir daí, o Maranhão, que era aparentemente uma terra sáfara para as letras começa a produzir uma boa quantidade de escritores de grande talento, chegando sua capital a receber o honroso epíteto de Atenas Brasileira, em homenagem à quantidade e à diversidade de valores intelectuais surgidos em tão pouco tempo”, diz o especialista em Literatura Brasileira pela PUC-MG, José Neres, em texto publicado em 1998, em O Estado do Maranhão.
Além desse, Joaquim Serra, Sousândrade, Maria Firmina dos Reis, Trajano Galvão, Gentil Braga, Henriques Leal, estão no rol de intelectuais do século XIX. Neres cita ainda José Cândido de Morais (jornalista), Joaquim Gomes de Sousa (um dos maiores matemáticos do Brasil); Belarmino de Matos (tipógrafo) “e tantos outros intelectuais, que não se limitavam à arte literária, mas sim compunham um verdadeiro quadro cultural de múltipla abrangência”, observa.
Saudosismos à parte, o Grupo Maranhense é ainda inspiração para muitos escritores, maranhenses ou não. “Considero Gonçalves Dias o maior poeta brasileiro. Sem exageros. Acho que é necessário conhecer mais sua obra, tal qual a de outros grandes vultos da literatura nacional”, diz Jomar Moraes.
O escritor e político José Sarney, em discurso proferido por ocasião do centenário da Academia Maranhense de Letras (AML), destaca a importância literária do Grupo Maranhense. “Fala-se sempre que a Academia foi fundada para retirar o Maranhão da angústia que se seguiu ao desaparecimento do chamado Grupo Maranhense, que fizera a glória do nosso passado”. Mas, ressalta também, no mesmo discurso, que o Maranhão não pode viver de glorificar apenas o passado, pois sempre foi celeiro de grandes escritores.
Saiba mais
GONÇALVES DIAS, Antônio (1823-1864) - Poeta, teatrólogo, etnólogo, porém, sobretudo e principalmente poeta, com justiça cognominado o Poeta da Raça. Sua obra poética, publicada nos livros Primeiros Cantos (1864), Segundos Cantos e Sextilhas de Frei Antão (1848) e Últimos Cantos (1951), e Os Timbiras (1857), foi reunida no volume Cantos, cuja primeira edição é de 1860. Após a morte do poeta, Antonio Henriques Leal publicou as Obras Póstumas de A. Gonçalves Dias, em 6 volumes. Todos esses títulos, porque de edição original muito antigas, são hoje raros e de consulta problemática. Edições recomendável pelo alto nível de selecionador, José Carlos Garbuglio, a intitulada Melhores poemas de Gonçalves Dias, da Global Editora.
LISBOA, João Francisco (1812-1863) – Jornalista, historiador e um dos principais fundadores da prosa portuguesa e viés brasileiro Tudo quanto de mais expressivo produziu, foi reunido postumamente por iniciativa da Antônio Henriques Leal e Luís Carlos Pereira de Castro nos 4 volumes das obras de João Francisco Lisboa, 1864/65.
MENDES, Manuel Odorico (1799-1864) – jornalista, poeta e, sobretudo, produtor de grande importância. Autor do grande feito de traduzir para o português os poemas do Homero, de Virgilio, além de outros diversos autores de nomeada, a exemplo de Voltaire. Os poemas homéricos traduzidos por Odorico, acham-se em boas edições de Ediouro.
DICA: Boas fontes de referência acerca dos autores citados são os livros de história da literatura brasileira. Também os três autores contam com estudos biográficos, entre outras obras, no Panteon maranhense, de Antonio Henriques Leal.
Jomar Moraes
Consultoria para o Alternativo
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
JOSÉ MARIA NASCIMENTO

José Neres
1960. O mundo passa por grandes transformações. Vários países africanos, após anos de conflitos, conquistam a independência. O Chile é abalado por um terremoto que ceifa milhares de vidas. Kennedy é eleito presidente dos Estados Unidos. O mundo dá adeus ao romancista Alberto Camus e à psicanalista Melanie Klein. No Brasil, a inauguração da nova capital é a grande notícia estampada em todos os jornais, dividindo espaço com a eleição presidencial que teve como vencedor o advogado e professor Jânio Quadros.
Foi nesse tumultuado momento histórico e embalado pelo sucesso “It’s now or never”, na voz de Elvis Presley, que o Maranhão recebeu “Harmonia do Conflito”. livro de estreia do poeta José Maria Nascimento. Se, para muitas pessoas, lançar um livro pode ser apenas uma forma de satisfazer o ego, para Nascimento era bem mais do que isso. Era uma tentativa de por seu nome entre os grandes poetas da história da literatura maranhense.
No lugar de se contentar com a primeira publicação, o poeta foi apurando seu estilo, participando de concursos, ganhando prêmios e publicando outras obras, até atingir a maturidade literária e solidificar seu nome como escritor de grande talento e detentor de grande sensibilidade artística.
Poeta que retira da própria carne e das dores mais íntimas o combustível para a confecção de seus versos, José Maria Nascimento traduz em poesia momentos que oscilam entre o sublime e o desespero, em uma obra marcada pelo fortíssimo tom confessional, por um lirismo profundo e uma consciência social a respeito do mundo que o cerca. Ou seja, mesmo marcado pelas invisíveis cicatrizes interiores, o escritor não deixa de levantar os olhos para ver e denunciar as inúmeras mazelas sociais que atormentam seu povo.
Ao longo de toda sua obra, como um fio condutor temático, o poeta despeja em seu eu lírico uma grande carga filosófica. Mas não se trata de meramente citar passagens pinçadas dos grandes pensadores da humanidade. O que ele faz é transformar as experiências particulares em sensações poéticas que podem ser compartilhadas com outras pessoas que passaram por momentos semelhantes, mas que não tiveram a oportunidade de transformar em palavras aspectos significativos da própria vida. Por isso não é estranho que o leitor se identifique com variadas passagens dos livros do poeta maranhense.
Em 2010, cinqüenta anos após sua estreia, José Maria Nascimento já não precisa provar nada a ninguém. Sua obra fala por si mesma. Hoje ele um homem que tem plena consciência de que já fez sua “Colheita de Cáctus”, servindo poesia na “Santa Ceia dos Renegados” para os “Hóspedes da Província”. Ele saboreou os “Frutos da Madrugada” e, aproveitando “O Silêncio em Família”, após anos de “Turbulência”, aproveita seus “Verdes Anos da Maturidade”. Ele, em uma verdadeira “Constelação Marinha” de bons versos, faz os leitores se sentirem eternos “Viajantes do Entardecer”.
















